sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

TRAMA NO PAIOL - EU ASSISTI


Ilustres amigos, ilustres colegas, ilustres irmãos:

Na sexta-feira, fiquei muito feliz com a apresentação da Banda T.R.A.M.A. no Teatro Paiol. Entretanto, ao regressar para minha casa e refletir sobre tudo, percebi que não fiquei, de fato, feliz.

Na realidade, fiquei muito feliz, e muito mais: senti-me orgulhoso de vocês e, por incrível que pareça, senti-me realizado e fui edificado.

Realizado porque faço parte da T.R.A.M.A. Não tocando (não é esta a minha intenção, não mesmo), mas pela empatia plena de sentir a vitória de vocês como minha vitória também. Enfim, vocês conseguiram realizar algo que foi "mera quimera" para tantos músicos amigos nossos (e outros não tão amigos assim), para tantos irmãos nossos (e outros nem tão irmãos assim).

Edificado porque pude me alegrar com os que se alegram (Romanos 12:15), algo talvez mais difícil do que chorar com os que choram. Edificado porque a nossa sensibilidade, satisfação e talento pertencem a Deus. Foi um culto para mim, pois agradeci pelo meu talento (não muito aperfeiçoado tecnicamente) e o dediquei, junto com minha sensibilidade e satisfação, ao nosso Deus, Todo-poderoso. E pedi a Deus que Ele esteja os abençoando ainda mais. E que a Deus seja toda a glória, presente até em nossa satisfação pessoal. Sim, poder tocar aquilo de que gostamos é uma bênção e uma forma de louvor a Deus. Não há rendição total a Ele enquanto até nossas satisfações não estejam diante Dele.

Senti-me orgulhoso por, além de execuções memoráveis – a do Pat, Tutu, Stone flower e, principalmente, Butterfly foram os pontos altos da noite (mas bota alto nisso) –, vocês selecionaram um repertório de personalidade, totalmente original. Orgulhoso porque vocês fizeram um espetáculo digno de foto nas paredes do Paiol, ao lado de outros grandes nomes que se apresentaram por lá. Bem, se a foto de vocês não ficar exposta lá, gostaria que ficasse exposta em meu escritório. Orgulhoso de ser amigo de vocês, em especial (por me serem mais próximos), Thiago, Marcatto e Irajá.

É isso. Curitiba, 28 de novembro de 2008. Uma data que será memorável para mim.

Abraço,

Binho Bettes, professor do Positivo, tecladista - 30/11/2008

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